Segundo João Crestana, presidente do SECOVI (Sindicato da Habitação), Nos próximos 12 anos, o Brasil vai precisar de 900 milhões de metros quadrados de terrenos urbanos para construir habitações, conforme prognóstico do Construbusiness Fiesp 2010 (informação obtida nesse mesmo ano). São 24 milhões de moradias a serem produzidas! Para suprir essa necessidade, será necessário um reposicionamento geral dos conceitos das políticas de desenvolvimento urbano, até então alicerçadas na defesa intransigente do espraiamento das cidades em oposição ao adensamento.
Cidades compactas, com trabalho, moradia e lazer próximos, solucionando, em boa parte, os problemas de mobilidade é um modelo adotado mundialmente. O estabelecimento de boas regras de ocupação urbana – compacta e sustentável – é a forma de manter o sucesso das políticas de desenvolvimento imobiliário e das cidades.
Este é o grande desafio dos poderes públicos e da sociedade. A população continuará crescendo e se concentrando nas áreas urbanas e não se pode insistir na manutenção de modelos que excluam as famílias de menor renda dos centros urbanos, condenando-as à periferia ou à favelização.
Fonte: www.secovi.com.br

